ANUNCIE AQUI

ANUNCIE AQUI

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Como é bom dizer mamãe

Quando se fala de mãe é pronunciar o sagrado. Por que rebuscar para dizer eu a amo, obrigado por ter sido o canal da Misericórdia Divina e contribuir a que eu conhecesse a luz do mundo, o sal da terra, a beleza dos campos, as alegrias e as tristezas também. Você me educou e me preparou para o mundo. Ensinou a cada filho o que é senso de responsabilidade, direcionou à Igreja, ao colégio, ao convívio social, ao trabalho e a conquistar um lugar ao sol. Você é tão grande que não cabe num poema. Seguindo este fio condutor estas palavras são dirigidas a todas as mães porque são belas, mas não dessas belezas fugazes que se esvaem com o tempo. Vocês traduzem o amor, cuja imensidão comporta o universo inteiro. São centelha Divina e o mais fascinante é que vocês me lembram de Maria, a Mãe do Nosso Salvador e Redentor Jesus Cristo, a quem coube, dentre todas as mulheres o privilégio de experimentar em seu sacrossanto seio virginal, o doce mistério da maternidade, por isso, é o Ícone do Espírito Santo. Mãe é assim mesmo. Se jovem, age como amadurecida anciã, se idosa, possui garra e tenacidade de menina-moça no cuidado e zelo da Família, desvendando segredos, cuja intuição faz estremecer sábios e doutores. Se pobre, vê-se enriquecida, ao nos sentir felizes. Se rica e culta, despe-se das joias e da sapiência calçando as sandálias franciscanas da candura e humildade. Se se aventuram a atacar seus filhos, transforma-se, forte como um leão; concentra e catalisa para si todos os ais e vibra de alegria em nosso triunfo e glórias. Quanto a mim, cada vez mais compreendo porque a Mãe do Meu Senhor exerce total domínio e presidência em meu coração. Seu olhar compassivo afaga-me e perdoa-me por maior seja a ingratidão, e haja iniquidade. Mesmo assim, ama-me de modo incomum. Lembro-me bem, desde criança, mamãe derramou Maria em meu coração, fui anjo, coroinha e até dirigi culto dominical. Hoje, revivo cada mistério invocado por ela em seu rosário, - dolorosos, gozosos, gloriosos e luminosos. Com que alegria nós, seus filhos, participávamos das ladainhas, das coroações, procissões e de visitas às casas por ocasião das missões. Inundou-me de tal modo que me confundo ante uma e outra, iluminadas sob o facho de luz e exalar do perfume que frui de suas mãos. No dia-a-dia, cumprimos agenda e, são tão exíguos os minutos reservados a vocês mamães, sejam apenas para uma contemplação. E, no entanto, permanecem em casa, vigilantes e em permanente oração, rogando por nós, velando por nós, torcendo por nós, chorando por nós e tecendo e fiando e nos amando sem cessar... E elas que não tiveram salários, férias, domingos ou feriados e sequer o direito de ficar gripadas ou acamadas... Filhos honrem suas mães e a seus pais, um dia já não estarão conosco, mas, nos braços de Deus porque “Na verdade tudo é Dele, por Ele e para Ele. A Ele a Glória para sempre”. Que durante esse dormício, uma legião de Anjos leve-as a Deus e, à porta, a Rainha dos Céus, as recebam, conduzindo-as à Augusta presença do Senhor para o Juízo Final e, a misericórdia Divina, certamente, as contemplará com a graça da vida eterna.