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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Menor cão do Brasil traz histórias de abandono e solidariedade

Nininha, de propriedade da empresária Helen Cavalcanti Lino, de São Paulo (SP), conquista em 2014 junto ao RankBrasil o recorde de Menor cão. Da raça inglesa Yorkshire Terrier, a cachorra tem quase dois anos de idade e apenas 15 cm de altura, medida atribuída da cernelha ao piso. A tentativa de recorde começou com uma brincadeira dos amigos e familiares. “De tanto as pessoas falarem do tamanho minúsculo dela e que poderia ser a menor do país, pesquisei e resolvi inscrevê-la ao título brasileiro”, conta. A cachorrinha nasceu frágil, mas tirou a sorte grande. Helen mora com o marido e o filho e todos a tratam com muito amor. “Para não ficar sozinha em casa, levo-a todos os dias até o trabalho, onde também é cuidada com carinho pelos funcionários”. Quando a empresária precisa viajar a cadela vai sempre junto. Em trajetos de avião fica ao lado de sua dona, no banco. “Às vezes é um transtorno porque preciso encontrar hotel que aceita animal e companhia aérea com transporte junto aos passageiros. Eu não deixo Nininha com ninguém. Não confio”, diz. De tamanho diferenciado, o animal já atraiu a atenção de duas agências de modelos pets, mas Helen negou as propostas. “Nunca entregarei sua guarda a viagens de trabalhos cansativos e preocupantes ao seu bem-estar”. A alimentação da cadela é igual à da família: café da manhã, almoço, lanche, jantar e leite desnatado antes de dormir. “É gulosa demais, come arroz integral ou comum, frutas, carne, frango, adora peixe e legumes em geral. Também toma leite com aveia ou farinha láctea, iogurte e vitaminas de frutas”. De acordo com a empresária, o achado na rua se transformou em um vínculo especial de afeto, uma companhia. “Eu trato Nininha como cachorro, mas faço por ela o que faria por um filho”, enfatiza. História emocionante Nascida em 28 de novembro de 2012, a história de como a cadela chegou até sua dona é comovente. Helen tinha outro animal da raça Pug, morta aos 12 anos de câncer. Por seu sofrimento, jurou nunca mais ter outro cão. Três meses depois, deparou-se com um carro de porta-malas aberto e um cartaz sobre a venda de filhotes. Parou e observou, mas já estava vazio. “Já no meu veículo, uma voz me chamou dizendo da existência de outro cão, mas ninguém o queria por ser pequeno e frágil”, lembra. Helen comenta que o vendedor puxou um pedaço de pano com agressividade e a filhote minúscula rolou e caiu. “Era Nininha, com seis meses. Só pele e osso. Pesava umas 300 gramas, tremia muito, ficava se urinando e não andava. Onde encontrava um apoio se encostava”. Segundo a empresária, o homem precisava se livrar dela e de seus irmãos porque a esposa teria gêmeos no dia seguinte e a família estava no apartamento da sogra, a qual exigiu dar fim nos cachorros. “Depois de muitas horas tentando vender a cadela, ameaçou jogá-la na avenida. Certamente morreria atropelada”. Diante da situação, pegou a cachorra. “Eu paguei para ele não matá-la. Não queria outro cachorro, mas não podia permitir que ela fosse abandonada à própria sorte”, destaca. Helen não podia levá-la à sua casa sem as vacinas necessárias, porque a filha estava grávida. Primeiro a carregou até o trabalho e no final do dia, a um veterinário. “Tomou banho, foi examinada e medicada. Mesmo assim, ficou isolada em um lugar no apartamento por alguns dias, pois poderia transmitir alguma doença”. Emocionada, diz ter cuidado de Nininha pensando em doá-la, mas ao passar dos dias não teve coragem. “Hoje está bem e é muito feliz. Cresceu, engordou, não treme e não se urina mais. É valente, corre, pula, aprendeu a latir e tem uma saúde de leão: nunca ficou doente”, conta. “Sabe que nunca mais será maltratada e por isso se sente nossa dona”, brinca.