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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

“DIA NACIONAL DE COMBATE AO FUMO” ALERTA PARA OS PERIGOS DO TABAGISMO

O Dia Nacional de Combate ao Fumo é comemorado em 29 de Agosto e serve como um alerta para a população. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a OMS, o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável por 85% dos óbitos por doenças pulmonares crônicas, como bronquite e enfisema, 30% por diversos tipos de câncer, dentre eles: pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero e estômago, 25% por doenças coronarianas, como angina e infarto, e 25% por doenças cerebrovasculares, principalmente o AVC- Acidente Vascular Cerebral. O tabagismo é reconhecido como uma doença epidêmica que causa dependência física, psicológica e comportamental, que está ligada a nicotina presente no cigarro que, ao ser inalada, produz alterações no Sistema Nervoso Central da mesma forma como ocorre com a cocaína, heroína e o álcool. Depois que atinge o cérebro, de 7 a 19 segundos depois, libera várias substâncias, os neurotransmissores, que são responsáveis por estimular a sensação de prazer que o fumante tem ao fumar. Com a inalação contínua da nicotina, o cérebro se adapta e passa a precisar de doses cada vez maiores para manter o mesmo nível de satisfação que tinha no início. Com o passar do tempo, o fumante passa a ter necessidade de consumir cada vez mais cigarros e com a dependência, cresce também o risco de se contrair doenças crônicas não transmissíveis, que podem levar à invalidez e à morte. No mercado do tabaco há uma variedade de produtos criados na tentativa de disfarçar os riscos do fumo, mas todos, à base de nicotina. Para o médico oncologista, integrante do corpo clínico do Centro de Terapia Oncológica - CTO, Dr. Bernardino Alves Ferreira Neto, ex-fumante e entusiasta na luta contra o tabaco, o indivíduo só consegue parar de fumar a partir de uma consciência efetiva. “Eu sou um exemplo claro disso, foram três tentativas: na primeira, comecei a fumar um cigarro por hora, depois, troquei a marca, por fim, tomei consciência e decidi, de uma hora para outra parar e isso, já faz mais de 30 anos”, afirma o médico. Muitas pessoas que decidem parar de fumar, buscam outras alternativas, como o cigarro eletrônico. Mesmo assim, de acordo com pesquisas realizadas, esse dispositivo pode tornar o uso do tabaco mais aceitável e não ser eficaz na redução do vício. Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia, em São Francisco, Estados Unidos, acompanhou 949 pessoas que detalharam seus hábitos referentes ao fumo em uma pesquisa online. Destas, 88 usaram os cigarros eletrônicos, mas não tiveram mais chance de parar nem reduziram o cigarro depois de um ano de uso quando comparadas aos demais fumantes. O cigarro eletrônico é um tubo que imita um cigarro tradicional, onde contém um liquido com nicotina, que é liberada em forma de vapor o que, teoricamente, causa menos danos que o tradicional, pois não contém outras substancias cancerígenas comuns ao cigarro, como o alcatrão. “Ele pode causar de 5 a 10 vezes mais casos de câncer que o tradicional, pois possui nicotina em sua composição. O chamado “cigarro eletrônico” acaba sendo mais um subterfúgio da indústria do tabaco para fugir do estigma de que o cigarro causa câncer. Assim como quando se fala em cigarro light, de filtro branco ou amarelo. São todos manobra do mercado para manter a venda, mas todos possuem agentes cancerígenos”, explica Dr. Bernardino. Além do fumante direto, existem também os chamados “fumantes passivos”, que correm sérios riscos de saúde. Por conta da inalação da fumaça, podem desenvolver o câncer de pulmão e doenças cardiovasculares e respiratórias, como a asma e pneumonia. Por ano, milhares de pessoas morrem por conta do tabaco. A estimativa é de que, até 2030, 8 bilhões de pessoas morram de doenças geradas pelo seu uso. Uma delas é a criação da Lei Antifumo, que proíbe o ato de fumar em ambientes coletivos, públicos ou privados, afetando até mesmo locais parcialmente fechados com divisória e extingue a existência dos fumódromos e propagandas de cigarro. Em caso de descumprimento da lei, os estabelecimentos podem ser multados. Outro grande problema são os bebês de mães fumantes, que podem nascer prematuramente ou apresentarem baixo peso após o nascimento.

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