sexta-feira, 27 de novembro de 2015

ESTADO ADMITE QUE PODE FECHAR UPAS


Representantes do Governo do Estado do Rio de Janeiro que participaram na tarde desta quinta-feira (26/11) de reunião com o juiz da 4ª Vara Cível de Petrópolis, Jorge Martins, admitiram que o Estado não tem recursos para regularizar a situação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) fluminenses e reconheceram que o governo pode, sim, fechar as unidades. Durante o encontro, que contou com a presença do prefeito Rubens Bomtempo, do secretário de saúde do município, André Pombo, e do procurador Geral do Município, Marcus São Thiago, além de representantes do Conselho Municipal de Saúde, Câmara Municipal e Ministério Público Estadual, o juiz demonstrou preocupação em relação às informações dadas pela comitiva estadual – formada pelo superintendente de Faturamento do SUS, Sávio Monnerat; a subsecretária de Atenção à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, Mônica Almeida; e a assessora Monique Faze - e afirmou que “o que o Governo do Estado vem fazendo com os municípios é de uma covardia atroz”.

O prefeito Rubens Bomtempo garantiu que vai se manter firme na luta pela manutenção do funcionamento das UPAs. “O que mais nos causou perplexidade é que o Estado assumiu que pode fechar as UPAS. Foi o Governo do Estado que criou essas unidades e agora, vemos a secretaria confirmando que não tem recursos para mantê-las. Não vamos esmorecer. Vamos nos manter fortes e lutando pela manutenção dessas estruturas, para o bem da população e dos funcionários”, disse, esperançoso em relação à reunião que terá no próximo dia 30, ao lado de representantes de Comsaúde e de funcionários das UPAs, com o secretário estadual de Saúde, Felipe Peixoto.
O juiz da 4ª Vara Cível falou sobre os esforços do governo municipal para manter as UPAs em funcionamento, defendeu a união dos poderes na busca por soluções e lamentou a falta de compromisso do Estado. O juiz Jorge Martins também criticou a utilização indevida, pelo Estado, de recursos do Fundo de Combate a Pobreza e Desigualdade Social para a reforma dos BNHs, considerados condomínios particulares, no momento em que não se tem dinheiro para a manutenção das UPAs.

O secretário de Saúde, André Pombo, reafirmou o compromisso do governo municipal com a população. “Durante todo este tempo trabalhamos muito para manter as UPAs funcionando, arcando com despesas que seriam de responsabilidade do Governo do Estado. Buscamos o diálogo, cobramos e recorremos até à justiça. Fizemos e estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance”, garantiu.
O presidente do Comsaúde lembrou que a falta de repasse dos recursos para custeio das UPAs, por parte do Estado, vem provocando desequilíbrio nas contas do município. “Todos juntos, Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além da sociedade civil, temos que trabalhar pelo mesmo objetivo: todos queremos as UPAs funcionando, não apenas para resguardar os empregos dos profissionais como também para garantir o atendimento à população, daqueles que mais precisam”, finalizou.  

ANUNCIE AQUI

ANUNCIE AQUI

PESQUISA POR MATÉRIAS