sexta-feira, 4 de novembro de 2016

ATRASO NAS OBRAS DA BR-040 PODEM CUSTAR R$ 1,5 BI E CONCLUSÃO FICAR PARA 2031, APONTA ESTUDO DA FIRJAN

Cálculo da Federação das Indústrias, considerando o impacto logístico e dos acidentes nas rodovias federais do RJ (BRs 040, 101, 116 e 393), revela que custo pode chegar a R$ 4,9 bilhões

O atraso das obras na BR 040 (Washington Luiz), no trecho da Serra de Petrópolis, pode custar R$ 1,5 bilhões. O cálculo é do Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), que considerou o impacto logístico e dos possíveis acidentes, caso as melhorias na rodovia sejam concluídas apenas em 2031.

A construção da nova pista de subida da Serra, que liga o Rio de Janeiro a Juiz de Fora, está paralisada. Prevista originalmente para ser executada entre 2001 e 2006, a obra teve o cronograma alterado três vezes e, após ser iniciada em 2013, discussões jurídicas acerca do valor acabaram interrompendo os trabalhos.

Sem recursos, o governo tem interesse em que a concessionária termine a obra, que pode ser concluída em dois anos, em troca da extensão do prazo de concessão. Porém, a proposta é questionada na Justiça por setores que defendem que o trabalho só seja retomado após o encerramento do contrato, em 2021, e uma nova licitação. Caso isso ocorra, a nova pista só deve ser concluída em 2031.

O atraso de 15 anos poderia criar impactos socioeconômicos para a sociedade, como o alto número de acidentes, que pode chegar a 3.500, entre 2016 e 2031, conforme estimativas do Sistema FIRJAN. Vale destacar ainda as perdas logísticas e gastos extras com combustível e frete.

O estudo “Impactos socioeconômicos da postergação de obras nas rodovias federais concedidas no Rio de Janeiro”, ainda mostra que, juntas, as BRs 101 (Governador Mário Covas), 116 (Presidente Dutra), 393 (Lúcio Meira) e 040 (Washington Luiz), podem custar R$ 4,9 bilhões.

De acordo com a Federação das Indústrias, circulam nessas rodovias mais de 60% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional. Além disso, a aceleração da economia, que causa reflexos imediatos no tráfego rodoviário, tende a ampliar os efeitos negativos da postergação das obras. Para a FIRJAN, as melhorias não podem ser adiadas, uma vez que as consequências, mais do que as perdas econômicas, são sociais por conta do grande número de acidentes.

O estudo “Impactos socioeconômicos da postergação de obras nas rodovias federais concedidas no Rio de Janeiro” pode ser acessado através deste link: http://migre.me/vmDs3.

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