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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

DÍVIDAS DA COMDEP E DA CPTRANS SOMAM R$ 280 MI


 As duas empresas de economia mista que desempenham o gerenciamento de dois serviços essenciais à população: limpeza urbana e transporte público – cujo acionista principal é a prefeitura de Petrópolis – possuem dívidas de R$ 280 milhões. A dívida acumulada da CPTrans, responsável pelo transporte público e trânsito na cidade, é de R$ 31 milhões.  Já a Comdep, que ordena coleta de lixo e limpeza, tem um prejuízo acumulado de R$ 249 milhões,  de acordo com balancetes enviados pela atual gestão ao governo eleito de Bernardo Rossi.

 A velocidade com que as dívidas foram crescendo na atual gestão chama a atenção de especialistas da equipe de transição de Bernardo Rossi que têm se debruçado sobre as contas para analisar o tamanho do rombo financeiro das duas empresas.

O governo eleito de Bernardo Rossi cobra da atual gestão balanços das empresas. O último publicado pela Comdep, dia 17 de novembro, é referente ainda a 2014. “Transferência de verbas, contratos assinados pelas companhias, pagamentos parcelados, dívidas negociadas. É importante que estes dados sejam disponibilizados ainda neste período de transição para que a nova gestão assuma já sabendo o tamanho do  déficit, porque já é evidente que existe rombo nas contas destas empresas”, considera Renan Campos, coordenador do grupo de transição do governo eleito de Bernardo Rossi.
   Os números deficitários da CPTrans foram crescendo ano a ano:  R$ 1,9 milhão em 2014; R$ 2,6 milhões em 2015 e mais R$ 7,9 milhões este ano (com dados apenas até o mês de setembro). Esta quantia de R$ 7,9 milhões, registrada em 2016,  somada ao prejuízo acumulado – números consolidados de 2015 em R$ 23 milhões – alcançam os R$ 31 milhões de prejuízo total.

Na Comdep, a situação é igualmente crítica. Os acumulados entre 2013 e 2016 mostram que as dívidas da empresa vêm crescendo nos últimos quatro anos. Em 2013, o prejuízo foi de R$ 11 milhões; em 2014 registrou R$ 12 milhões de déficit e em 2015, o prejuízo alcançou R$ 20 milhões. Em 2016 apenas, e somente até setembro, a dívida aumentou em mais R$ 44 milhões.  Em números consolidados e considerando os prejuízos na atual gestão,  a dívida da Comdep que em 2012  alcançava R$ 148 milhões passa, este ano, para R$ 249 milhões.

Para a equipe de transição do governo eleito de Bernardo Rossi é notória a desordem das contas públicas ainda que muitos documentos não tenham sido franqueados à nova gestão que assume em 1º de janeiro.

   “No caso da CPTrans queremos transparência em várias contas como em uma operação de 2015, quando a tarifa foi reajustada para R$ 3,50. Na ocasião,teria ficado acertado subsídio de R$ 5 milhões para as empresas de ônibus. A verba, da prefeitura, chegou à CPTrans, mas não teria sido direcionada às permissionárias do transporte público. As empresas, por sua vez, não recolheram impostos e taxa de gerenciamento, ou seja, irregularidade por toda a parte, dinheiro que não chega à empresa e a empresa que não cumpre com os recolhimentos obrigatórios”, aponta Renan Campos.
                 Na Comdep, a situação é bem parecida. A própria imprensa anunciou que o programa de coleta seletiva de lixo pode ser interrompido por falta de pagamento e a dívida com uma das empresas que opera os caminhões deste tipo de coleta é de R$ 171 mil. “Ao longo deste ano em várias ocasiões a cidade, principalmente fora do Centro Histórico, viveu a ‘crise do lixo’ com falta de coleta e de capina; não há avanços significativos no programa de reciclagem e em contrapartida temos uma empresa contratada pelo poder público recebendo R$ 39 milhões anuais pela coleta. A Comdep é uma empresa deficitária, com a prefeitura injetando dinheiro todo o tempo e que não passa por um programa de saneamento que a torne eficiente”, analisa Renan Campos.

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