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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA TEM NOVO PRESIDENTE

 
O artista plástico e restaurador Paulo Campinho apresentando a obra de Ruy Albuquerque. Na mesa estão Maria Luísa Rocha Melo, gerente da Biblioteca Central; o presidente do CMC, Claudio Partes; e o presidente da FCTP, Leonardo Randolfo.
O Conselho Municipal de Cultura está com novo presidente, o artista plástico Claudio Partes, eleito por 22 votos a 1 durante a reunião na noite desta segunda-feira (13.02), no Centro de Cultura Raul de Leoni. Durante o encontro, o presidente da Fundação de Cultura e Turismo, Leonardo Randolfo - que ocupa a vice-presidência do Conselho - também apresentou ao segmento as novidades que trouxe de Brasília, do encontro no mês passado com o Ministro da Cultura, Roberto Freire, e também na Secretaria de Estado de Cultura. Na viagem a Brasília, o presidente da FCTP pediu recurso na ordem de R$ 5 milhões para reforma da Biblioteca Central Municipal Gabriela Mistral, do Theatro D. Pedro e verba do Fundo Nacional da Cultura.

 A nova presidência, que representa a sociedade civil, assume mandato por um ano, quando uma nova eleição será realizada e terá na presidência um representante do poder público. Para o novo presidente, o diálogo entre poder público e segmento Cultural será imprescindível para o fomento do setor.

            “Eu trabalho há muito tempo com Cultura e um dos motivos que me empenhei em me candidatar é para que a Cultura se integre mais, até mesmo o diálogo com o poder público. Quero mostrar também que a nossa Cultura não se restringe apenas ao Centro Histórico, mas em toda a cidade”, avaliou Claudio Partes.

            Após a eleição, o presidente da FCTP apresentou a pauta de reunião com o Ministro de Cultura, Roberto Freire, que atende a pedidos antigos do segmento cultural, como a reforma do teatro e da biblioteca.

“Já estamos estudando a vinda de seis programas da Secretaria de Estado e tivemos retorno ótimo do Ministro da Cultura que se comprometeu em pedir celeridade na emenda parlamentar de R$ 2 milhões do então deputado Leonardo Picianni para o Theatro D. Pedro, que vamos iniciar o processo licitatório para a reforma. Também pedimos recurso para reforma da Biblioteca, onde temos 106 obras raras em estado quase que de decomposição”, pontuou Randolfo.

 O presidente da Fundação de Cultura anunciou ainda a regulamentação, pelo governo federal, da transferência de fundo a fundo na área da Cultura. “Petrópolis será a primeira cidade a receber recursos desta forma, devido a nossa organização no Sistema Municipal de Cultura”, apontou Randolfo, que também esteve com os presidentes do Iphan e Ibram, Kátia Bogéa e Marcelo Araújo. “O Iphan se comprometeu a restaurar o painel da Djanira, que está em estado deplorável no Liceu, e vai contar com a ajuda de técnicos do Museu de Belas Artes, que também vão auxiliar diretamente na restauração do Palácio de Cristal”.


Painel de Ruy Albuquerque será restaurado

O painel do artista Ruy Albuquerque - que integra o acervo da FCTP e que estava abandonado no galpão de material da Fundação, na Mosela - foi encontrado pela nova gestão, que está restaurando a obra. Um pedido antigo do segmento da Cultura Afro-Brasileira, Indígena e Popular, a obra ficava exposta no Centro de Cultura Raul de Leoni, mas há mais de três anos havia sido retirada do espaço por causa de uma pichação. O painel de 7 metros, composto por seis partes, está sendo restaurado pelo artista plástico e restaurador Paulo Campinho, servidor da Fundação, e recolocado em outro ponto do Centro de Cultura.

“Faltou boa vontade da última gestão, pois encontramos o painel jogado no galpão, sem o menor cuidado. Assim que recebemos o pedido do segmento fomos lá, encontramos e retiramos. Agora ele será restaurado e voltará a ser exposto aqui”, disse o presidente da FCTP, Leonardo Randolfo.

“Agradecemos à nova gestão, pois no dia 20 de janeiro pedi prioridade nesta questão, uma luta antiga, e agora, 23 dias depois ela foi localizada e será restaurada. Esse foi o primeiro passo. A restauração será o segundo e o terceiro é colocá-la em um lugar de destaque que a obra e o artista merecem. Realmente fiquei surpresa ao ver o quadro hoje, além de muito feliz e emocionada”, disse a produtora cultural Mônica Valverde, suplente do segmento.