ANUNCIE AQUI

ANUNCIE AQUI

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

SETRAC REESTRUTURA O PROGRAMA "FAMÍLIA ACOLHEDORA"

O programa Família Acolhedora, que tem o objetivo de reintegrar crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e negligência dentro do convívio familiar, está sendo reestruturado pela Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setrac). Crianças e jovens de 0 a 18 anos são acolhidos em casas de famílias credenciadas e recebem atendimento psicológico e social, estendido à família que as acolhe e também ao núcleo familiar biológico.


Atualmente, 36 crianças e adolescentes estão acolhidos nos abrigos municipais e conveniados, mas há apenas duas famílias pré-cadastradas no serviço de acolhimento para receber as crianças e adolescentes em risco social.  Com o novo formato, a secretária de Assistência Social, Denise Quintella, espera conquistar o apoio de multiplicadores, desde pessoas dispostas a divulgar do Família Acolhedora até empresas para abrigar os eventos de propagação do programa.

O Família Acolhedora organiza o acolhimento de crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por meio de medida protetiva. Denise Quintella comentou que esta modalidade de acolhimento se apresenta como uma alternativa aos abrigos ofertados no município, com o objetivo de garantir o direito de crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária.

Enquanto a criança está acolhida – ou em abrigos ou no núcleo familiar temporário - o programa articula os serviços necessários para que a família de origem resolucione a situação que motivou a medida protetiva.

“A medida protetiva é determinada pelo Juizado da Infância e Juventude e executada até que seja possível a reintegração familiar ou, na sua impossibilidade, encaminhamento para adoção. São crianças e adolescentes que precisam de afeto, carinho e atenção, por conta disso, vamos intensificar a divulgação deste programa”, afirma Denise Quintella.
Para atrair candidatos a aderirem ao Família Acolhedora, serão oferecidas palestras e eventos para se criar um pré-cadastro.

“Nós pretendemos divulgar o programa para que as pessoas entendam a importância do Família Acolhedora principalmente na questão da referência familiar. Essas famílias poderão ter a guarda por até dois anos e após esse período eles podem apadrinhar a criança acompanhando o desenvolvimento escolar ou de trabalho. Esse vínculo não precisa ser interrompido após o período, já que é um dos motivos que muitas famílias temem ao se inscreverem no serviço”, explica Denise Quintella.


Quem pode ser acolhedor?
 Para se credenciar como Família Acolhedora, os interessados devem procurar os profissionais do serviço e agendar uma entrevista. É necessário ter disponibilidade de tempo e afeto para cuidar da criança, idade entre 24 e 65 anos, boa saúde e zelar pela saúde da criança, garantir a frequência em escola. Além disso, é preciso que o interessado não esteja respondendo a inquérito policial ou envolvido em processo judicial e ter residência fixa no município.

O município disponibiliza subsídio financeiro à Família Acolhedora, nos valores equivalentes a meio salário mínimo ou um salário mínimo nos casos em que a criança ou adolescente a ser acolhido seja pessoa com deficiência. Para mais informações, a Secretaria tem disponível o telefone  (24) 2249-4319.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente esta notícia