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sexta-feira, 31 de março de 2017

DEFESA CIVIL DE PETRÓPOLIS E ÓRGÃOS FEDERAIS DEFINEM PLANO DE CONTINGÊNCIA QUE SERVIRÁ DE MODELO PARA O PAÍS


O plano de contingência do projeto GIDES - Gestão do Risco de Desastres e Programa de Resposta – executado em três cidades, entre as quais Petrópolis e que vai servir de modelo para o país, já está detalhado pelos técnicos dos ministérios das Cidades, Ciência e Integração Nacional e pelas Defesa Civil do município e do estado. O plano deve conter as informações de pronta resposta em caso de catástrofe, como a quantidade de equipe e material disponível em cada órgão municipal e a atuação de cada setor na hora da chuva.

Nos dois dias de reuniões em Petrópolis – quinta e sexta-feira (30 e 31.03) ficou definido também que a Defesa Civil vai atuar em cinco estágios: vigilância, observação, atenção, alerta e alerta máximo. O trabalho desta semana envolveu, além da Defesa Civil, Técnicos do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEM).

Os órgãos consideraram o encontro importante para o andamento do projeto. “Questões específicas, como as dificuldades de cada município, no caso de Petrópolis a grande quantidade de deslizamentos de terra, também foram conversadas e discutidas. O saldo é extremamente positivo”, disse Sílvia Amaral, representante do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEM) do Rio de Janeiro no encontro.

“Hoje nós discutimos com base em números. Nunca houve isso no Brasil. O projeto GIDES trouxe essa mentalidade de criarmos um banco de dados. Acredito que daqui alguns anos isso será de extrema importância para o país”, disse o chefe da divisão de monitoramento do CENAD em Brasília, Tiago Molina.

Um ponto importante do encontro foi a discussão sobre a especificidade de cada município. O diretor do Departamento Técnico, Operacional e de Fiscalização da Defesa Civil, Ricardo Branco, listou as maiores dificuldades das equipes do órgão na cidade. “Petrópolis é uma cidade com características bem específicas, diferente de quase todos os municípios do país. Dessa forma, todo o nosso trabalho é diferenciado, não pode ser padronizado. Apresentamos as nossas dificuldades nesse encontro, debatemos a importância de termos os dados. O saldo é positivo”, afirmou.

Desenvolvido entre o governo brasileiro e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), o projeto GIDES tem o objetivo de reduzir os desastres por meio de quatro manuais: alertas antecipados, mapeamento de risco, planejamento urbano e obras de reabilitação e prevenção.
 Já está em prática, de forma experimental, o monitoramento de deslizamentos de terra seguindo o protocolo japonês, que faz o cálculo do acumulado de água no solo. O sistema faz parte do eixo de alertas antecipados, que é organizado pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEM).

“Conheci hoje a sala de monitoramento que a Defesa Civil de Petrópolis criou para o projeto. Como representante do CEMADEM Estadual, posso dizer que a cidade está um passo a frente das outras no projeto”, afirmou Sílvia.

O Projeto GIDES é executado pelo Ministério das Cidades, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - CEMADEN, pelo Ministério da Integração - CENAD e pelo Serviço Geológico Brasileiro – CPRM, contando com a cooperação de especialistas japoneses do Ministério da Terra, Transporte, Infraestrutura e Turismo – MLIT, da Agência de Meteorologia do Japão e de outros órgãos de expertise na área, através da Agência de Cooperação Internacional do Japão – JICA.