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terça-feira, 28 de março de 2017

PETRÓPOLIS REGISTROU 22 CASOS DE DENGUE NO VERÃO

Após uma intensa campanha de conscientização junto à população e vistorias nas residências e comércios, Petrópolis registrou apenas 26 casos de dengue este ano – uma redução de quase 96% no número de casos frente aos dados de 2016. No verão passado foram 789 notificações -  com dois óbitos devido a complicações decorrentes da doença. O número de casos de Zika, que em  2016 atingiu 361 pacientes, neste ano foi reduzido a zero. Dados da Secretaria de Saúde mostram ainda que a Chikungunya, que contaminou oito pacientes no ano passado, teve apenas quatro casos registrados - todos ainda sem confirmação.


A Vigilância Sanitária do município manterá as visitas aos imóveis e os monitoramentos nas áreas apontadas no último Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado este mês, como nível médio de infecção, 1,52%, para o mosquito Aedes Aegypti.Nesta terça-feira (28.03) foi lançada  uma nova ação estratégica do programa municipal de controle de dengue e outros vetores, que vistoriará durante 13 semanas, as regiões localizadas nos bairros do Independência, Quitandinha, Valparaíso, Coronel Veiga, Castelânea, Boa Vista, Carangola, Nogueira, Itaipava, Benfica, Secretário e Pedro do Rio.

O secretário de Saúde, Silmar Fortes, destaca que a ação terá a parceria das secretaria de Educação e Defesa Civil na mobilização da população nos bairros.


“Nossa coordenação de Vigilância Sanitária foi toda reestruturada para que este ano nós pudéssemos desde cedo combater os índices do ano passado que foram muito altos. Os agentes de endemias e fiscalização sanitária têm trabalhado diariamente nesse processo de fiscalização e vistorias das casas para que possamos baixar os índices de infestação e de contágio da doença cada vez mais”, afirma Silmar Fortes.


Com a chegada do outono, a proliferação do mosquito tende a diminuir devido às baixas temperaturas. De acordo com a coordenadora da Vigilância Sanitária Dayse Carvalho esse é o momento ideal para manter as fiscalizações e acabar com os possíveis criadouros.


“Nossa ação é educativa e estamos em busca de multiplicadores que nos ajudem a conscientizar toda a comunidade sobre a importância de se acabar com os focos do mosquito. Conscientizando a população sobre os cuidados poderemos chegar ao verão, que é quando normalmente a doença reaparece, com mais tranquilidade”, avalia Dayse Carvalho.


Durante a vistoria dos agentes de endemias, grande parte dos criadouros foram localizados em vasos, garrafas vazias, recipientes plásticos e caixas de armazenamentos de água. Uma das moradoras mais antigas do Independência, Maria Alice da Silva Becker, de 69 anos, já iniciou o trabalho de conscientização junto aos vizinhos.


“Sempre que posso eu alerto os meus netos e bisnetos sobre não jogar lixo na rua, principalmente os que possam acumular água. Aqui na rua não tivemos nenhum caso de dengue este ano justamente por fazermos essa prevenção. É excelente ter equipes que venham até as nossas casas para alertar sobre a doença, que pode ser evitada por nós mesmos”, afirma Maria Alice.



Vigilância Sanitária intensifica a fiscalização contra o mosquito da malária

O município registrou cinco casos de malária de janeiro a março deste ano. Em todas as notificações, os moradores do Siméria, Valparaíso, Quitandinha apontaram que estiveram em áreas de matas fechadas. A coordenação de Vigilância Sanitária tem monitorado constantemente as residências, ruas próximas às casas e locais de convivência dos pacientes que contraíram malária neste ano. Além da varredura, as equipes estão colocando armadilhas nos locais e coletado amostras para análises.

A coordenadora da Vigilância Sanitária, Dayse Carvalho explicou que os casos do município não se caracterizam como surto da doença, uma vez que não houve notificações de novos casos.

“Nós estamos em parceria com a Fiocruz. Não é comum o mosquito da malária em áreas urbanas, mesmo assim, intensificamos as buscas nos bairros e também nas matas e até o momento não encontramos nenhum criadouro ou mosquito desta espécie”, afirma Dayse Carvalho.

Os cinco pacientes, que têm idades entre 14 e 54 anos, já realizaram o tratamento de sete dias com o uso de medicação que é enviada pela Secretaria de Saúde do Estado e estão sendo monitorados pela coordenação da epidemiologia do município.

A coordenadora da epidemiologia, Elisabeth Wildeberger aponta que os pacientes realizarão exames de sangue de monitoramento durante um período para observação. O período de monitoramento varia de acordo com cada caso.

“Todos os pacientes estão estáveis, receberam o tratamento via oral em casa e já retomaram as suas rotinas.  Aos primeiros sintomas de dores de cabeça, calafrio, febre, cansaço o paciente deve buscar atendimento nas redes de urgência e emergência. Para prevenção é preciso evitar áreas de matas e caso necessite frequentar, a pessoa deve usar repelente”, disse Elisabeth Wildeberger.