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quinta-feira, 23 de março de 2017

SISTEMA DE MONITORAMENTO DO PROJETO GIDES COMEÇA A FUNCIONAR

A Secretaria de Defesa Civil de Petrópolis está monitorando, de forma experimental, os riscos de deslizamentos de terra de acordo com o acumulado de água no solo. Na quarta-feira (22), começou a funcionar a sala de operações do projeto GIDES - Gestão do Risco de Desastres e Programa de Resposta. O sistema, já aplicado no Japão, tem como alicerce um estudo de campo realizado durante três anos em todas as partes da cidade.

O diretor do Departamento Técnico, Operacional e de Fiscalização da Defesa Civil, Ricardo Branco, explica que o sistema ainda está em fase de adaptação. “Estamos adequando o sistema a nossa realidade. Nessa fase experimental vamos criar um banco de dados com as informações das chuvas e a quantidade de deslizamentos de terra em cada bairro, para chegarmos ao nosso parâmetro”, explicou.

Apesar da novidade, o acompanhamento feito por pluviômetros, que indica a quantidade de chuva em intervalos de tempo - 15 minutos, uma hora, quatro horas, um dia, quatro dias e um mês, continua funcionando. Como o novo sistema está ainda na fase inicial, o acionamento das sirenes do Sistema de Alerta e Alarme continua sendo realizado pelo protocolo antigo.


“É um projeto experimental, mas que vai trazer uma nova maneira de pensar os deslizamentos de terra aqui em Petrópolis. Teremos como base uma referência mundial na prevenção, que é o Japão. O ganho para a Defesa Civil e, consequentemente, para a população é enorme”, explica o secretário de Defesa Civil, coronel Paulo Renato Vaz.

A sala do GIDES, que fica ao lado do Centro de Operações (CEOP), conta com duas TVs de 32 polegadas, dois notebooks e um mapa explicativo sobre como funciona a metodologia de prevenção japonesa. Petrópolis está entre as três cidades brasileiras selecionadas para receber a etapa experimental projeto, ao lado dos municípios de Nova Friburgo (RJ) e de Blumenau (SC).

Iniciado em julho de 2013, o Projeto GIDES é executado pelo Ministério das Cidades, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - CEMADEN, pelo Ministério da Integração - CENAD e pelo Serviço Geológico Brasileiro – CPRM, contando com a cooperação de especialistas japoneses do Ministério da Terra, Transporte, Infraestrutura e Turismo – MLIT, da Agência de Meteorologia do Japão e de outros órgãos de expertise na área, através da Agência de Cooperação Internacional do Japão – JICA.