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segunda-feira, 3 de abril de 2017

HOSPITAL ALCIDES CARNEIRO REALIZA PROCEDIMENTO VASCULAR INÉDITO

Paciente se recupera em casa de cirurgia de aneurisma de aorta
“Eu realmente nasci de novo. Os médicos me disseram que as minhas chances eram mínimas e agora poder estar em casa, junto aos meus familiares, cultivando a minha plantação de abóboras, isso não tem preço. Eu só tenho que agradecer a toda equipe médica do Hospital Alcides Carneiro”, emociona-se o aposentado Olair Rosa Nunes, 64 anos, primeiro paciente a realizar uma cirurgia de aneurisma de aorta abdominal no Hospital Alcides Carneiro.
O procedimento inédito realizado de emergência no início do mês mobilizou a equipe de Cirurgia Vascular  do hospital. A intervenção de alto risco só pôde ser feita devido à infraestrutura oferecida pelo HAC com seis salas cirúrgicas, uma sala de RPA – Recuperação pós-anestésica, um CTI pós-cirúrgico com sete leitos além de oito leitos exclusivos para procedimentos vasculares.

O secretário de Saúde, Silmar Fortes comemora que este ano foram realizadas 22 cirurgias vasculares a mais do que o mesmo período do ano passado.

“Nós entendemos que esse procedimento foi de emergência e que implicava na sobrevida do paciente, mas nos deu a visão da nossa capacidade de atuação em alta complexidade cirúrgica. Nós já aumentamos a nossa produção para cerca de 30 procedimentos por mês e a expectativa do prefeito Bernardo Rossi e da Secretaria de Saúde é ampliar ainda mais esses números durante a nossa gestão”, afirma Silmar Fortes.

A aorta é o maior vaso do corpo que sai do coração, passa pelo o peito e vai até o abdômen, onde se divide para fornecer sangue para as pernas.


O chefe da equipe de Cirurgia Vascular, o médico José Eduardo da Costa Filho, explicou que o aneurisma de aorta abdominal provoca uma dilatação no abdômen que com o tempo, pode se romper provocando dor grave e hemorragia interna que pode levar a morte.

“Esse foi o caso do senhor Olair, ele não apresentava nenhum sintoma e de repente sofreu com dores intensas, após uma tomografia foi constatado o rompimento da aorta que ficou contida no abdômen. Neste momento começou a nossa corrida contra o tempo, pois o paciente não podia esperar e nós nunca havíamos realizado essa cirurgia no Alcides Carneiro”, revela José Eduardo.

O diretor-presidente do Serviço Social Autônomo Hospital Alcides Carneiro (SEHAC), entidade que administra o HAC, Jordani Ribeiro, aponta que a cirurgia ainda não pode ser ofertada pelo serviço com regularidade, mas provou a capacidade técnica da equipe de cirurgiões e anestesistas.

“Nós sobre o risco eminente de morte sempre iremos valorizar a vida, então buscamos todas as maneiras de viabilizar a cirurgia. A atual gestão do Sehac tem como meta, alinhada as diretrizes do prefeito e do secretário de saúde, proporcionar a melhor assistência aos nossos pacientes e promover o crescimento dos nossos serviços e atuação médica”, disse Jordani Ribeiro.