quinta-feira, 27 de abril de 2017

PREFEITURA DESCARTA REAJUSTE DE 23.42% NA TARIFA DE ÔNIBUS

A prefeitura descartou reajuste de 23,42% sobre a tarifa de ônibus, o que faria o valor da passagem subir para R$ 4,32. O pedido de reajuste foi feito pelo Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários de Petrópolis (Setranspetro) no ano passado, mas adiado pela antiga gestão do município. O assunto foi debatido pelo Conselho Municipal de Trânsito e Transportes (Comutran) na noite de terça-feira (25). A equipe técnica da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans), elaborou nova planilha de gastos indicando valor menor da tarifa. O reajuste, por estes cálculos, não pode ser superior a R$ 3,90.

Na reunião desta terça-feira, o Setranspetro levou uma nova tabela, pedindo o reajuste para R$ 4,30, R$ 0,02 a menos do que solicitado no ofício enviado pelo sindicado em fevereiro do ano corrente.
A conselheira e gerente de planejamento do Setranspetro, CarlaRivetti, defende o reajuste no valor solicitado pelo sindicato, alegando os déficits financeiros sofridos pelas concessionárias, a queda da demanda de passageiros, o número de gratuidade, bem como o reajuste salarial pactuado em março de 2016 e não incorporado à estrutura de custos da atual tarifa de serviço. “Existe urgência neste reajuste, as empresas podem parar se essa discussão for prolongada”, afirma.

“Mesmo essa nova proposta a R$ 4,30 está fora dos cálculos feitos por nossos técnicos e está descartado este patamar de reajuste”, afirma o presidente da CPTrans, Maurinho Branco. O cálculo tarifário feito pela CPTrans coloca teto de reajuste de 11,42% sobre a atual tarifa, menos da metade dos 23,42% pedido pelas empresas.

Para fazer o cálculo do reajuste e apresentar a contraproposta, a CPTrans levou em conta que todos os índices que compõem a estrutura da planilha de custos das empresas sofreram reajustes nos últimos 16 meses – quando, à época, foi fixado o reajuste para R$ 3,50. Nessa conta são considerados os custos variáveis como o de combustível - que aumentou quatro vezes no período –, óleos e lubrificantes, pneus, peças automotivas, entre outros, além do custo fixo, que estão inseridas as despesas de remuneração de pessoal, administrativas, de depreciação, entre outras.

Na reunião ficou decidido que os conselheiros receberão informações sobre como os cálculos tarifários são feitos em um novo encontro já na quinta-feira (27.04). “O novo governo é pautado pela transparência e vamos expor a composição tarifária para que os conselheiros possam acompanhar todo o processo o mais de perto possível”, completa Maurinho Branco.

A CPTrans também anunciou que vai cobrar ainda mais a qualidade do serviço prestado à população. “As empresas deverão estar em dia com suas obrigações, com ônibus de qualidade e sem atrasos. Nos primeiros meses do ano realizamos 219 notificações por motivos diversos, o que resultou em 177 multas. Além disso, quatro linhas de uma empresa foram retiradas de circulação por apresentar risco à população. O petropolitano precisa ver melhorias efetivas na qualidade do transporte público”, afirma o diretor-presidente da CPTrans, Maurinho Branco.

O presidente da CPTrans também demonstrou aos conselheiros a negligência da administração passada em postegar a revisão tarifária para o novo governo.  “ Essa discussão foi empurrada para a nossa gestão e agora estamos tentando resolver com diálogo e transparência dando ênfase, principalmente, aos anseios da população. O sindicato já havia enviado ofício à CPTrans em novembro de 2016, apresentando valor técnico de R$ 4,02, no entanto, a antiga gestão negligenciou a conversa e as análises que deveriam ser feitas”, analisa o diretor-presidente da companhia, Maurinho Branco.

O documento agora será enviado à Câmara dos Vereadores para conhecimento e ao executivo para deliberação.

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