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segunda-feira, 24 de abril de 2017

PREFEITURA VAI LIBERAR CERCA DE R$ 1 MILHÃO PARA PAGAR DEMITIDOS DA LOCAR

O prefeito Bernardo Rossi determinou a liberação de cerca de R$ 1 milhão para o pagamento de uma parte da dívida deixada pelo governo passado com a Locar, que fazia o recolhimento de lixo até o ano passado. Essa verba só poderá ser utilizada para quitar as rescisões dos quase 200 funcionários que trabalhavam para empresa. Isso é fruto de um acordo judicial firmado entre a prefeitura, a empresa e o sindicato que representa os funcionários. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (24), na prefeitura, com a presença de vários dos trabalhadores beneficiados.

“Essa é uma parte da dívida que o governo passado deixou com a empresa e que acabou prejudicando os funcionários, aqueles que vão para a rua diariamente realizar o serviço para a população.
 Fizemos o acordo judicial para que esse recurso fosse usado para o pagamento das rescisões, que esse recurso fosse para o trabalhador que acabou sofrendo sem o dinheiro que tem direito a receber”, disse o prefeito Bernardo Rossi. A verba será liberada logo após o mandado judicial e, em seguida, será repassado aos funcionários. Esse procedimento acontecerá a partir do início do mês.

A maior parte desses funcionários continua trabalhando na coleta do lixo domiciliar em Petrópolis. Eles foram admitidos pela empresa que assumiu o serviço, a Força Ambiental, contratada emergencialmente nos primeiros dias do ano. Sem receber os valores devidos na rescisão contratual, muitos deles tiveram problemas financeiros e já sonham em mudar realidade de vida, como Marcos Vinicius Poraneros, que ficou quatro anos na empresa.

“Moro de aluguel e, sem esse dinheiro, a coisa ficou muito complicada para mim. Com a rescisão, quero tentar arrumar uma casa para mim”, afirmou.

“Todo mundo é pai de família e nem conseguiu voltar a trabalhar. Ficaram com o nosso dinheiro, o que é muito injusto”, declarou o Elias Hecher, que trabalhou dois anos na Locar.
“Agora é só felicidade em poder contar com um dinheiro que é direito nosso, trabalhamos para isso”, falou Maicom da Silva, quatro anos de serviço.

“Vou fazer o que orientaram a gente, vou procurar o sindicato para entrar com na justiça e entrar com o processo para receber logo”, Marcos Vinicius Roberto, também com quatro anos na empresa.
O governo anterior começou a acumular ainda em agosto de 2015 uma dívida de R$ 11,9 milhões com a Locar,que rompeu o contrato com a prefeitura. A partir disso, duas empresas foram contratadas para o lugar dela: uma para a coleta (Força Ambiental) e outra para o transporte para o aterro de Pedro do Rio (PDCA). Juntos, os contratos emergenciais representam uma economia aos cofres públicos de quase R$ 1,2 milhão no tempo de vigência.

O número de caminhões rodando a cidade para recolher o lixo domiciliar também cresceu, passando de 23 para 30 agora. Com isso, a quantidade de resíduos coletado cresceu quase 50%, passando de 272 tonelada/dia para 407 toneladas/dia.

A prefeitura continua negociando com a empresa Locar o pagamento do restante da dívida, porém, averígua a execução dos serviços na quantidade que a empresa menciona ter realizado na gestão passada.

A reunião desta segunda-feira foi acompanhada também pelo vice-prefeito Baninho e pelo presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Igor.

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