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quarta-feira, 28 de junho de 2017

PETRÓPOLIS TERÁ MANIFESTAÇÃO E ATO CULTURAL CONTRA REFORMAS DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTA

Data de mobilização contra as reformas, a próxima sexta-feira, dia 30, será de atos por todo o país. Em Petrópolis, o Movimento Sindical, Popular e Estudantil, inserido nas jornadas de luta contra o governo de Michel Temer, pretende reunir centenas de trabalhadores em marcha pelo centro histórico. As atividades tem por objetivo conscientizar os trabalhadores petropolitanos sobre as propostas de alteração na Previdência e nas leis trabalhistas.

A concentração do ato será às 16h, na Praça da Inconfidência. Ali, os manifestantes distribuirão informativos e conversarão com a população.  Após às 17h30, sairão em passeata pelo centro histórico.
Já as apresentações artísticas serão na Praça Dom Pedro, com início às 18h30.  Estão confirmados o grupo Tribo de Gonzaga, a banda Álcool 70 e "Gotam C.R.U e Os Curingas". Além disso, Iara Roccha, da Cia Língua de Trapo, e a Dupla Malabaguita irão comandar as intervenções artísticas do evento.
Na tarde desta quarta-feira, representantes das categorias e dos movimentos sociais estarão divulgando a manifestação nos terminais e outros locais de grande fluxo.            


As reformas
“Nenhum ponto da reforma trabalhista melhorará a vida dos trabalhadores!” Essa é a opinião da maioria dos juízes do trabalho no Brasil. A reforma defende a supremacia do negociado sobre o legislado e o fim da assistência obrigatória do sindicato na extinção e na homologação do contrato de trabalho. Há também mudanças nas férias, que poderão ser parceladas em até três vezes no ano.
O texto prevê ainda que a trabalhadora gestante deverá ser afastada automaticamente, durante toda a gestação, apenas das atividades consideradas insalubres em grau máximo. Para atividades insalubres de graus médio ou mínimo, a trabalhadora só será afastada a pedido médico.
A reforma trabalhista será votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e em seguida, segue para o Plenário do Senado Federal.


Previdência
Os brasileiros terão de trabalhar por mais tempo para conseguir a aposentadoria, caso a reforma seja aprovada. As mudanças dificultam o acesso aos benefícios, exigem mais tempo de contribuição e reduzem os valores a serem recebidos por meio de aposentadorias e pensões. Com a reforma, a Previdência vai exigir um “pedágio” do trabalhador: será preciso trabalhar 30% a mais do que faltaria para alcançar o tempo mínimo de contribuição pela regra atual (30 anos para mulher e 35 anos para homem).
Além disso, para se aposentar, mulheres deverão ter pelo menos 53 anos de idade e homens, 55 anos.. A proposta prevê que, com o passar do tempo, esse ponto de corte aumente gradativamente até chegar à idade mínima de aposentadoria da regra geral (62 anos para mulheres e 65 para homens). Quando isso ocorrer, em 2038, ninguém poderá se aposentar antes disso.
A reforma da previdência está paralisada, aguardando votação no plenário da Câmara dos Deputados.