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quinta-feira, 22 de junho de 2017

PHD DA UFF MINISTRA PALESTRA GRATUITA PARA VETERINÁRIOS NA BOHEMIA


A PhD em Oncologia Veterinária, pela UFF, Simone Cunha ministra a palestra gratuita "Indicações de Radioterapia para Cães e Gatos" aos veterinários da Região Serrana, na terça, 27 de junho, às 20h, no auditório da Cervejaria Bohemia, localizado na Rua Alfredo Pachá, 166, em Petrópolis. O evento é coordenado pela médica veterinária Priscila Mesiano, da Clínica Amigo Bicho, e tem como objetivo orientar  profissionais clínicos gerais sobre  indicações de radioterapia no tratamento oncológico, bem como suas limitações e efeitos colaterais.

A medicina veterinária está cada dia mais próxima da humana, não só pelos tratamentos como também pelas especializações. As pós-graduações vêm se direcionando  a pequenas áreas do organismo de animais de pequeno e grande porte. Neste sentido, a oncologia é uma delas e vem ganhando muito espaço. Dentro do campo oncológico, a radioterapia é um tratamento novo e ainda pouco conhecido na medicina veterinária do Brasil.

Na década de 80, surgiram alguns centros oncológicos veterinários nos Estados Unidos e Europa que disponibilizavam a radioterapia para cães e gatos com um equipamento de ortovoltagem. Este equipamento tratava apenas tumores superficiais, de pele, boca e subcutâneo. Nas décadas seguintes, as técnicas foram aprimoradas  e os equipamentos de megavoltagem (cobalto-60 e aceleradores lineares) se tornaram mais comuns, cuja precisão e penetração em tecidos mais profundos são melhores. No Brasil, a radioterapia de ortovoltagem foi implantada no Rio de Janeiro e em São Paulo em 2010 e os equipamentos de megavoltagem em 2016.

De acordo com a PhD, a  melhor eficácia da radioterapia é após uma cirurgia oncológica com células tumorais remanescentes na cicatriz cirúrgica, ou seja, para evitar que um determinado tumor volte a crescer no mesmo local. Nestes casos, a eficácia do tratamento gira em torno de 80% a 95% segundo a literatura mundial. No entanto, vários fatores influenciam nas taxas de controle, como tamanho, tipo, grau histológico e radiossensibilidade do tumor, além do estágio da doença.
"A radioterapia é indicada após cirurgias incompletas de diversos tumores, incluindo mastocitomas, plasmocitomas, sarcomas em geral, hemangiopericitomas, carcinomas em geral, tumores em cavidade oral, melanoma, etc. Também, é indicada em determinados tumores cuja cirurgia não é possível, como por exemplo, tumores nasais, orais e cerebrais. Além disso, pode ser utilizada como tratamento paliativo em casos avançados e/ou terminais para diminuir a dor e dar conforto ao animal, por exemplo em tumores muito volumosos, com invasão óssea, ou em tumores ósseos primários", explica.
Teoricamente, na literatura mundial, vários animais já foram tratados com radioterapia (incluindo cães, gatos, cavalos, aves, etc.). No entanto, aqui no Brasil, está disponível apenas para cães e gatos.
A veterinária explica que não há idade limitante para este tratamento. "Porém, para a realização da radioterapia definitiva, aquela em que há intenção de controle local do tumor, é necessário que o animal apresente a doença localizada, ou seja, que o câncer já não tenha se espalhado pelo organismo e que ele tenha bom estado geral, por exemplo, não esteja muito magro e debilitado, não apresente outras doenças graves como insuficiência cardíaca e/ou renal  porque em animais, a anestesia é necessária em cada sessão de radioterapia, para que fique totalmente imóvel durante o tratamento", ressalta.

Em casos cujo o tumor seja radiossensível e foi diagnosticado precocemente, a radioterapia pode proporcionar controle a longo prazo da doença, ou seja, evitar que o tumor volte a crescer no local. No entanto, em tumores mais avançados, a chance maior é que a radioterapia ajude a retardar a recidiva do tumor, porém não controle o tumor a longo prazo. O diagnóstico precoce do câncer e a indicação da radioterapia imediatamente após uma cirurgia, e não após o retorno do tumor ou várias tentativas de cirurgia, aumentam muito as chances de sucesso do tratamento.

"Na medicina veterinária, não falamos em 'cura' da doença, e sim controle, pois não há consenso sobre o que seria a cura. Na medicina humana, seriam 5 anos de controle do tumor. No entanto, em nossa área, o metabolismo e expectativa de vida dos cães e gatos são diferentes, e não se tem esse prazo definido" esclarece.

Atualmente a técnica pode ser encontrada no Rio de Janeiro, na Oncopet Veterinária, com equipamento de megavoltagem (cobalto-60). Em São Paulo, o instituto Dog Bakery disponibiliza equipamento de ortovoltagem para tumores de pele e a Petcare disponibiliza equipamento de megavoltagem (acelerador linear).

Apesar de tantos benefícios, há dificuldades na implementação e difusão da técnica no Brasil, devido ao custo em se montar a estrutura física, pois é necessária  blindagem da sala devido à radiação, realizada por um físico médico. Além disso, há o custo dos equipamentos e a burocracia envolvida, tanto na implementação quanto na manutenção do serviço.

A médica veterinária Simone de Carvalho Santos Cunha possui graduação, mestrado  e doutorado em clínica e reprodução animal pela Universidade Federal Fluminense/UFF, com ênfase em oncologia de felinos. Além disso, possui pós-doutorado em oncologia veterinária pela Universidade Federal Fluminense/UFF e é radio-oncologista da Oncopet Veterinária, no Rio de Janeiro. Na ocasião do evento em Petrópolis, a PhD também lançará o livro "Oncologia Felina", pela LF Livros.

O evento será realizado com patrocínio de Avert, Royal Canin, Itavet, OdorOut, Cerenia, SuperSecão e apoio VetLab, Auqmia e Brasmed.
Os profissionais interessados em comparecer à  palestra devem confirmar presença pelo e-mail palestraoncovet@hotmail.com.

SERVIÇO:
Palestra gratuita "Indicações de Radioterapia para Cães e Gatos"
Médica Veterinária Simone Cunha
Terça - 27/06 - 20h
Auditório Bohemia
Rua Alfredo Pachá, 166 - Petrópolis/RJ

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