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sexta-feira, 9 de junho de 2017

PROCON PETRÓPOLIS PROTOCOLA NOTÍCIA CRIME CONTRA AUTOESCOLA

O Procon Petrópolis protocolou nesta sexta-feira (09) uma notícia-crime contra a autoescola Atlantis na 105ª Delegacia de Polícia. A medida foi necessária para dar prosseguimento na resolução de mais de 30 casos de pessoas que foram lesadas pelo Centro de Formação de Condutores. O Procon tenta há mais de três meses resolver administrativamente e chegar a um consenso entre os clientes e a autoescola. Além disso, o Detran confirmou que a Atlantis está impedida de firmar contratos junto a clientes, pois está suspensa pelo departamento de atuar. O caso também foi encaminhado ao Ministério Público.

O Procon já havia notificado a Atlantis a responder o motivo do encerramento de suas atividades sem aviso prévio aos clientes, prejudicando os alunos que não conseguiram concluir a tempo o processo de habilitação. O prejuízo desses clientes, somados, chega a quase R$ 50 mil. De acordo com o coordenador do órgão, Bernardo Sabrá, em resposta às notificações do Procon, o empresário responsável pela autoescola informou que precisaria se adequar às resoluções do Detran e como forma de resolver a situação, estava convocando os alunos para dar continuidade ou abrir novo processo para conseguir a habilitação.
“Só que isso não é possível, porque o Detran não autoriza o funcionamento dessa autoescola, ou seja, o empresário estava propondo uma solução que não está apto a cumprir e isso é inadmissível. O consumidor petropolitano não pode, sob hipótese alguma, ser lesado dessa maneira. Nosso órgão sempre esteve disposto a resolver a situação de forma conciliatória, em busca de uma solução que fosse justa às pessoas que foram lesadas, mas, infelizmente, não foi possível”, explica Sabrá.
As denúncias contra a autoescola chegaram ao Procon após a unidade fechar as portas, em dezembro, deixando diversos candidatos à CNH impossibilitados de conseguir o documento para poder dirigir. O Procon tentou durante cerca de um mês acionar o empresário, que só após este período retornou as chamadas do órgão.  De acordo com os reclamantes, a empresa fechou as portas no fim de dezembro sem dar satisfação e, quando entravam em contato o aviso era aqui mudaria de endereço, o que não aconteceu no período.
O estudante de engenharia, Frederick Souza, foi uma das pessoas que teve problemas com a autoescola. Ele investiu R$ 2.075, o dinheiro de um ano de economia, no pagamento da CNH em 13 de dezembro, dias antes da instituição fechar as portas. À ocasião, ele havia sido informado que a própria autoescola faria os agendamentos no Detran e na clínica oftalmológica antes do Natal. Passada a data, o rapaz entrou em contato com a unidade e ninguém o atendeu.
“Fui à autoescola logo no início do ano e tive a primeira surpresa com o bilhete dizendo que retornaria apenas no dia 17 de janeiro. No dia 18 consegui retornar ao local e me deparei com a unidade ainda fechada. Por fim liguei para o celular do dono da empresa, que atendeu e disse que uma enchente havia destruído o simulador da autoescola e os demais equipamentos e, por isso, eles estavam alugando um outro local para se mudar”, afirma Frederick.
O estudante conta que pediu ao dono da unidade que devolvesse parte do dinheiro para que ele mesmo pudesse dar entrada na clínica e no Detran e que o dono da autoescola por sucessivas vezes disse que daria o dinheiro, mas parou de atender as ligações e, sequer, deu uma satisfação. O jovem chegou a perder uma oportunidade de emprego porque, para a vaga, era necessário ter a CNH.
“Eu cheguei a ir no local onde ele falou que havia alugado para funcionar a autoescola, mas lá continua com placa de ‘Aluga-se’. Nas últimas ligações ele me tratou com muita arrogância, como se tivesse me fazendo um favor. É um absurdo essa situação”, lamenta o rapaz.