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quarta-feira, 21 de junho de 2017

SAÚDE ANIMAL: CINOMOSE E ESPOROTRICOSE SÃO TEMAS DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NA CÂMARA

A Câmara Municipal de Petrópolis vai receber na sexta-feira, dia 23 de junho, às 10h, a Audiência Pública “Saúde Animal – Surtos e Endemias, Cinomose e Esporotricose em Petrópolis”. O encontro é uma iniciativa do vereador Justino do RX, presidente da Comissão em Defesa da Saúde, e tem o objetivo de buscar soluções que minimizem o quadro de endemias e surtos verificados na cidade.

Justino do RX ressaltou que ficou preocupado ao saber do alto índice das doenças no município. “Quando soube do elevado número de casos, tanto de cinomose, quanto de esporotricose, achei fundamental que fosse realizado um encontro com veterinários, agentes de saúde e protetores, para que pudéssemos levantar os dados de incidência das moléstias e definirmos estratégias para atenuar os surtos e endemias. Também me preocupou saber que há na cidade do Rio de Janeiro, desde o ano passado, uma epidemia de esporotricose, com aumento de 400% dos casos entre 2015 e 2016. Por isso temos que buscar dados objetivos para frearmos a evolução de ambas as doenças em Petrópolis”.


A esporotricose é considerada uma zoonose, pois pode afetar tanto os animais quanto os humanos. Ela manifesta-se principalmente nos gatos, embora possa ser verificada, em menor escala, nos cães.   A doença é detectada por lesões profundas na pele que não cicatrizam e evoluem de forma rápida. Em contato com animal suspeito de estar com a doença é necessário usar luvas e lavar bem as mãos. Higienizar o ambiente também pode reduzir a possibilidade de novas contaminações. A doença tem cura e o tratamento dura cerca de seis meses.


Já a cinomose é transmitida entre os cães por meio de contato com secreções do animal contaminado. Por isso, é importante não passear com o cão se ele não estiver vacinado. A doença se manifesta de 15 a 45 dias após a contaminação. Inicialmente o cão perde o apetite, vomita e tem diarreia. Na segunda fase começam as dificuldades respiratórias e quando o vírus ataca o sistema nervoso surgem as convulsões e os problemas de coordenação motora. Não há medicamentos antivirais pra combater a doença, o tratamento consiste em cuidar dos sintomas causados nos sistemas acometidos.

O vereador Justino do RX destacou ainda a necessidade de investir em ferramentas educacionais, como meio de combater a falta de conhecimento acerca das doenças. “É preciso que criemos mecanismos educativos para que não haja preconceito ou desconhecimento. Outro ponto importante é que as pessoas saibam que ambas as enfermidades têm cura, pois observamos muitos casos de abandono de animais em nossa cidade, pelo simples fato dos mesmos terem contraído as doenças. Enfim, vamos discutir qual a melhor forma de levar a informação até as comunidades e instituições de ensino, com o objetivo melhorar a prevenção e o tratamento dos animais”.