ANUNCIE AQUI

ANUNCIE AQUI

quinta-feira, 22 de junho de 2017

SECRETARIA DE SAÚDE TRAÇA ESTRATÉGIA PARA COMBATER A SÍFILIS CONGÊNITA

A Secretaria de Saúde iniciou nesta quarta-feira (21), as ações de combate ao crescimento do número de casos de sífilis congênita no município. Os dados apresentados a profissionais de saúde, em capacitação realizada nesta quarta-feira são preocupantes. Neste ano, de janeiro a maio, 16 recém nascidos foram diagnosticados com sífilis congênita. Destes, 13 vieram a óbito devido à doença. Para combater o surgimento de uma epidemia, a Saúde traçou algumas estratégias como sensibilizar as mães a realizarem o preventivo durante os nove meses de gestação, implantar o teste rápido nas UBS e PSF, conscientizar sobre o uso do preservativo e implantar fluxos de monitoramento e acompanhamento às gestantes e crianças diagnosticas com a doença.

 O encontro reuniu cerca de 250 profissionais da Atenção Básica e foi apresentado um diagnóstico onde foi relatado que o estado do Rio ocupa a 3ª posição com mais casos diagnosticados de sífilis congênita. Só em Petrópolis, durante o ano passado, 42 crianças nasceram com a doença. Destas, 20 vieram a óbito. Além disso, se identificou o aumento de mulheres utilizando o Sistema Único de Saúde: em 2016 foram 65 mil mulheres atendidas pelo SUS. O número de usuárias de plano de saúde passou de 32 mil para 27 mil.

 “O encontro teve como objetivo apresentar o cenário do avanço da doença no município junto às nossas equipes de médicos, enfermeiros, técnicos, auxiliares de enfermagem, dentistas e apoiadores que realizam cursos e acompanhamento de gestantes com o objetivo de traçar as metas e ações de otimização do serviço prestado”, aponta Silmar Fortes, secretário de Saúde.

 A palestra foi ministrada pela coordenadora do programa DST/AIDS, Maria Inês Ferreira que destacou a necessidade de criação de fluxos e protocolos de atendimentos.

 “Nós já estabelecemos um fluxo junto à maternidade para acompanhamento das puérperas, assim que as mães diagnosticadas com sífilis congênita, tiverem alta elas são encaminhadas para o programa DST/AIDS. Lá a mãe a criança serão acompanhadas e receberão as doses de penicilina para tratamento. É preciso também tratar o parceiro e conscientizar sobre o uso do preservativo já que a sífilis congênita pode ser reincidente”, explica Maria Inês Ferreira.

 Para ampliar a divulgação das ações preventivas, a Superintendência da Atenção Básica, Fabíola Heck, explicou que irá intensificar as ações de planejamento familiar junto às equipes de Estratégia de Saúde da Família para ações na comunidade.

 “Nós precisamos levar o programa de planejamento familiar e as ações de DST/AIDS até a população mais jovem. Hoje o município conta com distribuição de anticoncepcionais em pílula, injetável, colocação de DIU, além da distribuição de preservativos em toda rede, precisamos focar em estratégias de prevenção para combater o crescimento de casos de sífilis no município”, destacou Fabíola Heck.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente esta notícia