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terça-feira, 25 de julho de 2017

SAÚDE: TEMPO FRIO É UM DOS FATORES QUE AGRAVAM A PSORÍASE

É de amplo conhecimento que as temperaturas mais baixas aumentam riscos e agravam algumas doenças, dentre elas a psoríase. Essa é uma doença autoimune, inflamatória e crônica. É importante ressaltar que, apesar de algumas imagens da doença serem fortes, não é contagiosa.


A causa da psoríase é desconhecida, mas sabe-se que o estresse emocional é um importante fator desencadeante. Este é o caso da jovem Isabela Félix de Oliveira, de 21 anos. Ela desenvolveu a doença, aos 12, devido a um acidente com o pai.                

 De acordo com a dermatologista Ana Paula Bonvini, os sintomas variam conforme o tipo, mas podem incluir manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas. "Nos casos mais leves pode haver apenas um desconforto, mas nos casos mais graves, a psoríase pode ser dolorosa, apresentando também pele ressecada e rachada, às vezes, com sangramento, coceira, queimação, unhas grossas  ou com caroços, inchaço e rigidez nas articulações", esclarece.

As alterações do problema impactam na qualidade de vida e autoestima do paciente, por isso, o acompanhamento psicológico é indicado. No inverno, a doença tende a piorar porque a temperatura baixa provoca ressecamento na pele e os dias nublados diminuem a possibilidade de exposição solar, remédio natural para a recuperação. Além disso, outros fatores podem aumentar as chances de uma pessoa adquirir a doença ou piorar o quadro clínico já existente, como por exemplo, histórico familiar (entre 30 a 40% dos pacientes tem histórico familiar), estresse que debilita o sistema imunológico, obesidade (excesso de peso pode aumentar o risco de desenvolver um tipo de psoríase invertida mais comum nos negros e com HIV), consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo.  
 
"As formas de tratamento também vão depender do  tipo que pode ser em placas,  em gotas, invertida ou as formas mais graves como pustulosa ou eritrodérmica. Pode ser também artropática, acometendo além da pele as grandes articulações", acrescenta a dermatologista.

O tratamento para os casos leves requer hidratação da pele e medicamentos tópicos nas lesões, além de exposição solar.  Nas moderadas ou quando as medidas anteriores não melhoram os sintomas, acrescenta-se tratamento com  luz ultravioleta,  já nos casos mais graves é necessário iniciar tratamento por via oral ou injetável.

Há três anos, graças a medicamentos biológicos em forma de ampolas, oferecidos pelo serviço público, Isabella está com a doença sob controle. "Geralmente, conseguimos apenas uma por vez, assim que recebemos uma já solicitamos a seguinte que precisa ser tomada de 3 em 3 meses", relata.
O médico precisa solicitar exames específicos para afastar a possibilidade de tuberculose ou outros problemas de saúde que podem ser agravados pelo uso da medicação. Após o resultado, o profissional preenche uma requisição para medicamentos especiais que será levada ao plano de saúde ou ministério público.

Infelizmente, nem todos os tipos de psoríase estão enquadrados nesta oferta pública. A Sociedade Brasileira de Dermatologia defende que o Ministério da Saúde implante a Resolução da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2014, que reconhece a psoríase como uma doença crônica grave, incapacitante, não transmissível, dolorosa, desfigurante e para a qual ainda não existe cura. A implementação da Resolução implica a necessidade da oferta de tratamentos públicos adequados, o que inclui os medicamentos biológicos para os casos de moderados a graves (de 10 a 20% dos pacientes).

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abriu consulta pública para a atualização da cobertura mínima obrigatória que os planos de saúde devem oferecer aos seus beneficiários. Esse é um momento importante para a população se manifestar, solicitando a inclusão dos imunobiológicos para o tratamento da psoríase moderada a grave não responsiva à terapia tradicional na revisão do rol. As contribuições podem ser enviadas por qualquer cidadão pelo site da agência até 26 de julho. O novo rol entrará em vigor em 2018.

Por isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia e os profissionais médicos fazem um chamado para a campanha. “Pacientes, familiares e amigos, devem participar da Consulta Pública da ANS pela incorporação de todos os medicamentos biológicos no tratamento da psoríase. Dependendo da quantidade e qualidade das contribuições, a lista dos medicamentos já inclusos ao tratamento pode ser revista e readequada”, ressalta Drª Ana Paula.

Para saber como fazer para participar, acesse o site da Sociedade Brasileira de Dermatologia:  bit.ly/passoapassosbd: Ou acesse diretamente o link para a consulta pública: http://bit.ly/psoriasenorol.

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