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segunda-feira, 3 de julho de 2017

SECRETARIA DE SAÚDE TRAÇA ESTRATÉGIAS DE COMBATE À SÍFILIS EM PETRÓPOLIS

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível em que, se a gestante estiver infectada, pode transmitir para o filho, podendo assim causar má formação do feto, aborto ou uma série de problemas de saúde na criança. Por esse motivo, a Secretaria de Saúde está traçando um plano de enfrentamento da sífilis adquirida (no adulto) e da sífilis congênita (no bebê), além de reforçar junto às unidades de Saúde as ações de conscientização ao uso do preservativo e no caso das gestantes, da realização do Teste Rápido durante a gestação.

 De acordo com dados da Área Técnica de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) do município, só em 2017 já foram notificados 119 casos de sífilis em gestantes. Destas, 57 crianças não nasceram com a doença pelo fato das gestantes terem realizado o tratamento durante a gestação. Nas demais gestantes,das 62 portadoras de sífilis, 20 abortaram e 42 geraram filhos com a doença.
  O secretário de Saúde, Silmar Fortes, explica que será preciso um processo de divulgação e de captação precoce das gestantes para que elas realizem o pré-natal corretamente e identificar precocemente a doença, uma vez que o exame de VDRL deve ser solicitado a todas as gestantes na primeira consulta, depois no início do terceiro trimestre e no momento do parto.
 “Pretendemos implantar um protocolo municipal de diagnóstico e tratamento da sífilis junto à Atenção Básica e demais áreas técnicas, mas é essencial a captação das gestantes para o pré-natal principalmente às que residem em áreas não cobertas pela Estratégia de Saúde da Família. A sífilis é uma infecção bacteriana de fácil diagnóstico e curável tanto em adultos com sífilis adquirida como em crianças que nascem com sífilis congênita”, afirma Silmar Fortes.
 Somente no mês de maio, 11 gestantes com sífilis deram entrada na maternidade do Hospital Alcides Carneiro. Destas, cinco mulheres abortaram devido à doença. O pediatra neonatologista da unidade, Álvaro Veiga, explica que a criança diagnosticada recebe tratamento logo após o nascimento.
“Essa criança será acompanhada por 10 dias na unidade onde receberá a medicação adequada. Após esse período, ela continuará vinculada ao Serviço de Acompanhamento durante os primeiros 18 meses de vida. Mesmo as crianças em que as mães realizaram o tratamento adequado durante a gravidez, também serão acompanhadas no Ambulatório de Infectologia, no mesmo período, por serem consideradas expostas a doença”, considera Álvaro Veiga.
As crianças que nascem com sífilis congênita devem realizar, logo ao nascimento, exames de investigação de sinais e sintomas clínicos, neurológicos, ósseos e laboratoriais, com o objetivo de tratar adequadamente e evitar sequelas à criança. A infectologista pediátrica, Priscilla Feleppa, alerta que em 70% dos casos, a doença pode ser assintomática após o nascimento.
“Há manifestações precoces como a prematuridade, hepatite, pneumonia, baixo peso, problemas renais e as tardias que são os retardos nos desenvolvimentos, surdez, alteração motora, neurológica, dentre outras. Por conta disso há o acompanhamento durante 18 meses. Assim que a mãe tem alta, ela recebe uma ficha com todo o histórico clínico para dar continuidade ao tratamento dela e da criança”, orienta Priscilla Feleppa.

 A Secretaria de Saúde, por intermédio da Área Técnica de Infecções Sexualmente Transmissíveis, está traçando um plano de enfrentamento da sífilis adquirida e da sífilis congênita no município. A encarregada da área, Maria Inês Ferreira explica que as ações serão divididas entre capacitação dos profissionais de saúde, formulação de protocolos de notificação e tratamentos, além de ações preventivas e de conscientização.
 “Pretendemos oferecer capacitação em testes rápidos às equipes da Atenção Básica para promover a ampliação do acesso ao diagnóstico da sífilis em gestantes e parceiros; incentivaremos a aplicação da Penicilina Benzatina e outros medicamentos necessários, em caso de alergia, para promover a ampliação do acesso ao tratamento da sífilis de gestantes e parcerias sexuais além de garantir um serviço de referência qualificado para oferecer suporte técnico a toda rede com orientações em todo processo de identificação, tratamento e alta”, destaca Maria Inês Ferreira.