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terça-feira, 8 de agosto de 2017

MAIS DE 60% DOS CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES ACONTECEM EM CASA, APONTA DOSSIÊ

O Instituto de Segurança Pública (ISP) lançou na segunda-feira (07) a 12ª edição do Dossiê Mulher com os principais crimes relacionados à violência contra a mulher no Estado do Rio. Os delitos apresentados foram selecionados por possuírem uma dinâmica singular quanto à relação entre acusados e vítimas, possibilitando uma melhor análise de situações de violência no âmbito doméstico e/ou familiar.
 – São dados preocupantes que a sociedade deve colaborar em todos os sentidos, para que as autoridades possam tomar providências contra os agressores. Mais de 60% da violência acontece no interior dos lares. Mais de 68% dos agressores são alguém com relação de confiança e intimidade com a vítima – disse o Secretário de Segurança, Roberto Sá.
 Nesta edição foram analisados os principais delitos sofridos pelas mulheres: homicídio doloso, tentativa de homicídio, lesão corporal dolosa, ameaça, estupro, tentativa de estupro, assédio sexual, importunação ofensiva ao pudor, dano, violação de domicílio, supressão de documento, constrangimento ilegal, calúnia, difamação e injúria. Os delitos possibilitam construir um panorama da violência contra a mulher observada em cinco formas: física, sexual, patrimonial, moral e psicológica.
 – Podemos ressaltar a transparência do Estado que contribui para implementação de políticas públicas para o combate a violência contra a mulher – afirmou a major Claudia Moraes, organizadora do Dossiê Mulher.

Dados
 O Dossiê Mulher 2017 mostra que as mulheres continuam sendo as maiores vítimas dos crimes de estupro (85,3%), ameaça (65,4%), lesão corporal dolosa (63,8%), assédio sexual (93,3%) e importunação ofensiva ao pudor (91%). Boa parte dos crimes contra as mulheres são cometidos por pessoas com algum grau de intimidade ou proximidade com a vítima, ou seja, são companheiros e ex-companheiros, familiares, amigos, conhecidos ou vizinhos.
 Os dados mostram que, em relação à violência contra mulheres, esse grupo foi responsável por 68% dos casos de violência física, 65% da violência psicológica e 38% da violência sexual. Pais, padrastos, parentes, conhecidos, amigos e vizinhos foram acusados de 37% dos estupros de vulneráveis registrados em 2016. Mais de 60% dos estupros e dos crimes de lesão corporal dolosa contra as mulheres ocorreram no interior de residência em 2016, assim como 40% das tentativas de homicídio de mulheres.

Transparência
 Pelo segundo ano, o Dossiê apresenta os dados estatísticos de assédio sexual e importunação ofensiva ao pudor. Em 2016, foram registradas 588 mulheres vítimas de importunação ofensiva ao pudor e 126 vítimas de assédio sexual. Esses casos geralmente acontecem em ambientes públicos como ruas, bares, meios de transporte coletivo ou no ambiente de trabalho. Situações como essas, apesar de causar profundo constrangimento e desconforto às suas vítimas, ainda são pouco percebidas como um tipo de violência, o que se expressa pelo reduzido número de registros verificado.
 O ISP disponibiliza também a versão do Dossiê Mulher na plataforma interativa Tableau. A ferramenta, de livre acesso ao público, disponibiliza, além das informações do dossiê, outros dados que não foram analisados no relatório. A consulta poderá ser feita no site do ISP (www.ispvisualizacao.rj.gov.br/Mulher.html).


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