quarta-feira, 4 de julho de 2018

PMP COBRA DA UNIÃO DEFINIÇÃO SOBRE OBRAS NA SUBIDA DA SERRA

A prefeitura de Petrópolis cobra ao governo federal definição sobre a nova pista de subida da serra a partir de nova recomendação do Tribunal de Contas da União que aponta pela manutenção da paralisação da obra. A administração municipal, que já mantém ações judiciais contra a concessionária que opera a via, quer que a União, por meio da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Ministério dos Transportes, ultimem a finalização da nova pista.  O TCU indica irregularidades como sobrepreço e superfaturamento.

“A atuação do TCU tem todo o apoio da nossa gestão e não há qualquer questionamento sobre os relatórios do tribunal. Queremos é uma solução para a estrada que é fundamental para Petrópolis e está sendo um entrave para vários setores de nossa economia”, classifica o prefeito Bernardo Rossi.
A obra da nova pista deveria ter sido iniciada em 1998 e terminada em 2006. Ela começou em 2013 e foi abandonada em 2016, com menos de 30% de conclusão.  No fim do ano passado, a Firjan apresentou estudo projetando em R$ 1,5 bilhão os prejuízos em acidentes na BR-040 apenas no trecho da serra. O levantamento mostra que haverá perda anual de R$ 531 milhões com engarrafamentos, veículos quebrados, interrupções na estrada, mortes e feridos. A estimativa é de que até 3.500 novos acidentes sejam registrados até 2031.
“Turismo, indústria, comércio e prestadores de serviço dependem diretamente da estrada. O petropolitano é penalizado desde 1998 com início da concessão e falta dos serviços previstos em contrato. Hoje temos 1,5 milhão de turistas chegando à cidade anualmente e pela BR-040. Temos 277 indústrias que dependem de matéria-prima e escoamento de produtos, 800 produtores rurais que dependem de escoamento e os mais de 10 mil petropolitanos que se deslocam para o estudo ou trabalho todos os dias no Rio e Região Metropolitana. Os prejuízos são financeiros e em qualidade de vida”, afirma o prefeito Bernardo Rossi.
Prestes a completar 90 anos, a pista de subida da Serra, principal via de acesso à Petrópolis vive um de seus piores momentos com uma pista que beira à precariedade e a falta definição sobre a futuro da obra da nova pista, Em nova recomendação, o Tribunal de Contas da União (TCU) aponta a manutenção da paralisação da obra, uma vez que verificou uma série de irregularidades e danos no erário de R$ 276,9 milhões. O município também atua nessa seara com duas ações em curso que responsabiliza a Concer civil e criminalmente, além de pedir danos coletivos pelo prejuízo econômico causado ao longo dos anos.
Em plena alta temporada de inverno, o município mais uma vez é vítima da falta da nova pista e melhoria para a descida da serra. Em 22 quilômetros de subida da serra são inúmeros trechos com problemas.  Entre o quilômetro 101 e 83, por exemplo, são diversas rachaduras que tornam difícil o acesso à cidade, com pontos críticos entre os quilômetros 96 e 89.

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