segunda-feira, 6 de agosto de 2018

CIDADE TEVE 44 LIXEIRAS QUEIMADAS ESTE ANO

Petrópolis teve 44 lixeiras de plástico rígido queimadas em atos de vandalismo nesse ano. Essas lixeiras, com capacidade de armazenar até uma tonelada de lixo, estavam espalhadas em 30 locais diferentes. A Força Ambiental, responsável pela coleta na cidade, também faz a colocação dessas coletoras. Os equipamentos incendiados representam custo de R$ 48,4 mil para a empresa e significam prejuízo para a população.

De acordo com a Força Ambiental, cada coletora dessa custa R$ 1.100. No entanto, não é só a empresa que sofre com o problema.
“Todas as lixeiras já foram repostas, mas isso não é de imediato. A gente tem um cronograma de colocação de lixeiras todos os meses, mas para repor essas que foram queimadas demora dois ou três dias. Então a população também é prejudicada, já que fica esses dias sem a coletora”, diz o secretário de Serviços, Segurança e Ordem Pública, Djalma Januzzi. Por causa disso, a empresa fez uma parceria com a Comdep para a construção de 13 coletoras fixas de alumínio.
As lixeiras queimadas são detectadas primeiramente pelos coletores ao ir nos locais para fazer o recolhimento. Em alguns casos, elas foram totalmente destruídas e, em outros, os funcionários encontraram as coletoras ainda em chamas.
As fotos dos equipamentos incendiados foram registradas pela empresa em boletins de ocorrências em pelo menos duas oportunidades, mas a empresa fará novos registros sobre os casos mais recentes. Em julho, por exemplo, os atos de vandalismo ocorreram em duas coletoras na Rua Brigadeiro Castrioto (Bairro Esperança), duas no ponto final da Provisória, uma na Rua Nelson de Sá Earp, uma na Cel. Veiga, uma na Rua Arcelino Correia Machado (Pedro do Rio) e uma na Rua Alagoas (Quitandinha) – a mais recente, ocorrida na última terça (31.07).
Os demais casos ocorreram no Retiro, Duarte da Silveira, Quarteirão Brasileiro, Alcobacinha, Alto da Serra, Independência, Bingen, Jardim Salvador, Corrêas, Nogueira, Sargento Boening, Quissamã, Mosela e Estrada da Saudade.
A coleta de lixo é feita com regularidade e é removida uma quantidade média de 320 toneladas por dia. Todas as ruas são atendidas com coleta diária ou com intervalo máximo de 48 horas. Isso demonstra que os incêndios não vêm ocorrendo como uma tentativa de queimar lixo acumulado. Atos de vandalismo podem gerar até seis meses de prisão e multa aos responsáveis, como prevê o artigo 163 do Código Penal, podendo aumentar em três anos por se tratar de dano a patrimônio público.
O problema já sido detectado no ano passado, quando foram registrados casos de incêndio e furto das coletoras. Em um deles, imagens de câmeras de segurança de uma residência ajudou a encontrar o responsável por atear fogo em coletoras no Humberto Rovigatti. O homem foi levado para a delegacia e reconheceu ter cometido o crime.

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